segunda-feira, 13 de julho de 2015

Gerenciamento de Resíduos Sólidos e a Construção Civil

           Atualmente vislumbramos muitas propagandas e incentivos referentes a uma das áreas que mais cresce em todo o país: a Construção Civil.  Há vagas de emprego para diversos trabalhadores em vários níveis de escolaridade.     
            Esse tipo de empreendimento é capaz de mudar totalmente a paisagem de um local, pois para se construir uma casa, prédio, ponte e outros são necessários desmatamentos, ajustes de solo e outros tipos de procedimentos.
Na indústria da construção civil, até então, não havia nenhuma preocupação quanto ao esgotamento dos recursos não renováveis utilizados ao longo de toda sua cadeia de produção e, muito menos, com os custos e prejuízos causados pelo desperdício de materiais e destino dados aos rejeitos produzidos nesta atividade. No Brasil, em particular, a falta de uma consciência ecológica na indústria da construção civil resultou em estragos ambientais irreparáveis, agravados pelo maciço processo de migração havido na segunda metade do século passado, quando a relação existente de pessoas no campo e nas cidades, de 75 para 25%, foi invertida, ocasionando uma enorme demanda por novas habitações.
Na construção civil podem ser utilizadas várias técnicas referentes ao gerenciamento de resíduos. Inicialmente deve-se aproveitar ao máximo os materiais consumidos e tentar fazer uma REUTILIZAÇÃO das matérias utilizadas. A caracterização dos tipos de resíduos é de extrema importância.

Classificação dos Resíduos da Construção Civil

Classe A: são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como os oriundos de:
- pavimentação e de outras obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
- edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, etc.), argamassa e concreto;
- processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios, etc.) produzidas nos canteiros de obras.
Classe B: são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros.
Classe C: são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos fabricados com gesso.
Classe D: são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos, amianto e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros.

  Técnicas utilizadas para resíduos da Construção civil:

Terra de remoção e “Classe A” 
·         Utilizar na própria obra;
·         Reutilizar na restauração de solos contaminados, aterros e terraplanagem de jazidas abandonadas;
·         Utilizar em obras que necessitem de material para aterro, devidamente autorizadas por órgão competente ou em aterros de inertes licenciados.

Tijolo, produtos cerâmicos e produtos de cimento –- Classe A
·         Estações de Reciclagem de Entulho da PBH;
·         Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes da PBH até 2m³;
·         Brechó da Construção, quando os materiais estiverem em condições de uso;
·         Aterros de inertes licenciados.

Argamassas - – Classe A
·         Estações de Reciclagem de Entulho da PBH;
·         Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes da PBH até 2m³;
·         Aterros de inertes licenciados.

Madeira- – Classe B
·         Empresas e entidades que utilizem a madeira como energético ou matéria prima.

Metais - Classe B
·         Empresas de reciclagem de materiais metálicos;
·         Cooperativas e associações de catadores;
·         Depósitos de ferros-velhos devidamente licenciados.
·         Brechó da Construção, quando os materiais estiverem em condições de uso.

Embalagens, papel, papelão e plásticos –- Classe B
·         Empresas de reciclagem de materiais plásticos e papelão;
·         Cooperativas e associações de catadores;
·         Depósitos e ferros-velhos devidamente licenciados;
·         Embalagens de cimento e argamassa: caberá ao gerador buscar soluções junto ao fornecedor do produto.

Vidros -– Classe B
·         Empresas de reciclagem de vidros;
·         Cooperativas e associações de catadores;
·         Depósitos e ferros-velhos devidamente licenciados.


Resíduos perigosos e contaminados (óleos, tintas, vernizes, produtos químicos e amianto) –- Classe D
·         Empresas de reciclagem de tintas e vernizes;
·         Empresas de co-processamento;
·         Não existe uma destinação adequada, para grande parte dos resíduos perigosos ou contaminados, cabendo ao gerador buscar soluções junto ao fabricante.


Resíduos orgânicos

·         Acondicionar os resíduos produzidos durante as refeições em sacos plásticos. Os sacos devem ser colocados nos locais e horários previstos pela empresa concessionária de limpeza pública, sendo ela responsável pela coleta, transporte e destinação final destes resíduos.


Referências:

Plano nacional de Resíduos Sólidos. Brasília, 2011.
http://www.projetoreciclar.ufv.br/docs/cartilha/residuos_solidos.pdf
http://seumeioambiente.blogspot.com.br/2008/07/impactos-ambientais-da-construo-civil.html.

Acesso dia 15/06/2012.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Metodologia para procedimento para a coloração de Gram e princípio do método



Referências

http://www.vestibular.ufg.br/2015/concurso_ta_ufg/sistema/provas_gabaritos/provas1506/308.pdf
http://www.vestibular.ufg.br/2015/concurso_ta_ufg/sistema/provas_gabaritos/respostas0107/308.pdf

Exercício resolvido sobre diluição

(TAE UFG 2015) Considere o preparo de 0,1mL de etanol a 70% a partir de uma solução de etanol 92,8º GL. Quantos mL da solução de etanol concentrada e de água destilada deverão ser utilizados?

Resolução

Do lado esquerdo à igualdade concentração e volume iniciais; à direita concentração e volumes finais. O volume inicial será o quanto será pipetado para a diluição da solução mais concentrada (92,8%)


C1V1=C2V2
C1*92,8% = 0,1mL * 70%
C1 =  7/ 92,8
C1 = 0,075 mL ou 75 µl





O que significa o grau alcoólico: porcentagem de álcool de um líquido

Referências 

http://www.vestibular.ufg.br/2015/concurso_ta_ufg/sistema/provas_gabaritos/provas1506/308.pdf
http://www.vestibular.ufg.br/2015/concurso_ta_ufg/sistema/provas_gabaritos/respostas0107/308.pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Teor_alco%C3%B3lico

sábado, 27 de junho de 2015

Sujeira em Parques Públicos

Caminhando pelo Parque Areião, localizado na cidade de Goiânia, avistamos a seguinte cena, registrada abaixo, lixo jogado por todo o chão (LASTIMÁVEL)... Temos a ideia de sempre culpar nossos governantes, mas gostaríamos de propagar o seguinte pensamento: Apesar de "ser do governo" nós população temos que cuidar, visto que seremos nós, povo, que utilizaremos...
Precisamos cuidar não apenas da natureza onde o homem ainda não construiu, mas devemos zelar pelos parques e bosques presentes nas nossas cidades...

Não à poluição e depredação de parques e bosques públicos!!! 




quinta-feira, 11 de junho de 2015

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Artigo sobre validação de métodos analíticos

Atualmente o termo "Validação" tem sido recorrente na vida de muitos laboratórios, principalmente aqueles que possuem ou tentam implantar a NBR ISO 17025:2005 - Requisitos gerais para Laboratórios de ensaios e calibração.

Acompanhe o artigo:  "Método Gravimétrico de Determinação de Umidade Comparativo à Determinação por Infravermelho". Publicado na Revista Processos Químicos ano 8, n° 16, Jul/Dez 2014.

Este é o resumo do artigo:


A validação de métodos analíticos é uma das formas de se comprovar a eficiência de uma metodologia aplicada em laboratórios de físico-química. Sendo o parâmetro “percentual de umidade e voláteis” de grande relevância em alimentos para animais, validou-se o método de determinação de umidade e voláteis por infravermelho, comparando-o com o método oficial descrito pela Portaria 108 - Métodos analíticos para controle de alimentos uso animal, de 1991- do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. As matrizes foram: produtos e subprodutos de origem vegetal, animal, sais minerais, rações e concentrados. 


Abaixo segue o endereço:

http://www.rpqsenai.org.br/images/revistas/2014/n2/Mtodo%20Gravimtrico.PDF

quarta-feira, 4 de março de 2015

O que são lipídios?

LIPÍDIOS    LIPÍDIOS    LIPÍDIOS    LIPÍDIOS    LIPÍDIOS    
         
            Os alimentos são formados por diversos macronutrientes, os principais são: glicídios, proteínas e lipídios. Os lipídios possuem função energética, além de acrescentarem sabor e aroma aos alimentos. Os principais tipos de lipídios são os óleos e as gorduras, à temperatura ambiente os óleos estão no estado líquido, enquanto as gorduras no estado sólido.
            Quanto à composição química óleos e gorduras são formados principalmente por triacilgliceróis. A síntese dos triacilgliceróis acontece a partir da reação de um glicerol (álcool) e três moléculas de ácidos graxos. O processo é catalisado por lípases (enzimas) ou em meio ácido (MERÇON, 2010).



Referências

MERÇON, Fábio. O que é uma gordura trans? Química Nova na Escola, volume 32, n° 2, maio 2010.